Leilão de imóveis: como funciona e quais são os riscos

Por Franscisco A. S., CRECI 3965TO | OABTO 11.842Atualizado em

A resposta curta

Imóvel de leilão sai mais barato, e por um motivo: o risco é de quem compra. Veja os tipos de leilão, os preços mínimos que a lei define, o que ler no edital e quando o desconto compensa.

Leilão é a venda pública de um imóvel tomado por dívida. O preço costuma ficar abaixo do de mercado, e é isso que atrai. Em troca, quem compra assume riscos que não existem em uma compra comum: imóvel ocupado, dívidas e pouca chance de visitar.

Os dois tipos de leilão

ExtrajudicialJudicial
Quem leva a leilãoO banco, quando o financiamento não é pagoA Justiça, para pagar uma dívida do dono
Onde apareceSites dos bancos e de leiloeirosSites de leiloeiros, por ordem do juiz
EtapasPrimeiro e segundo leilãoPrimeira e segunda praça

Os preços mínimos no leilão do banco

No leilão extrajudicial, a lei define o piso de cada etapa.

  • Primeiro leilão: o lance mínimo é o valor do imóvel fixado no contrato de financiamento, ou o valor usado no ITBI, se for maior.
  • Segundo leilão: acontece nos 15 dias seguintes, se ninguém cobrir o valor no primeiro. O lance mínimo passa a ser a dívida, somada às despesas e ao condomínio em atraso. Se nenhum lance chegar a isso, o banco pode aceitar a partir de metade do valor de avaliação.

É no segundo leilão que aparecem os descontos maiores.

Como funciona

  1. O edital é publicado, com a descrição do imóvel, o preço mínimo e as regras.
  2. Os interessados se cadastram no site do leiloeiro.
  3. Os lances são dados, em geral pela internet. Leva quem oferece mais.
  4. Quem arremata paga o valor, a comissão do leiloeiro e os custos de transferência.
  5. Com a carta de arrematação ou a escritura, o imóvel é registrado no nome do comprador.

O que ler no edital

  • Ocupação. O imóvel está vazio ou há alguém morando? A desocupação costuma ser por conta de quem compra.
  • Dívidas. Pela lei, quem perdeu o imóvel responde pelos impostos e pelo condomínio até o banco tomar posse. O edital diz o que fica por conta de quem arremata: leia esse trecho com atenção.
  • Forma de pagamento. Muitos leilões só aceitam à vista. Alguns bancos permitem financiar e usar o FGTS.
  • Comissão. A do leiloeiro é paga à parte, sobre o valor do lance.
  • Visita. Em geral não é possível entrar no imóvel antes.

Os riscos

  • Morador que não sai. A ação de desocupação leva tempo e custa dinheiro.
  • Estado do imóvel. Você compra sem ver por dentro.
  • Ações na Justiça. O antigo dono pode questionar o leilão e atrasar tudo.
  • Custos escondidos. Dívidas, reforma, advogado e meses sem poder usar o imóvel.

Quando compensa

Para quem tem o dinheiro à vista, não tem pressa de morar e conta com um advogado para ler o edital e a matrícula. Some todos os custos e compare com o preço de um imóvel parecido no mercado: se o desconto final for pequeno, o risco não vale.

Para quem precisa morar logo ou depende de financiamento, a compra comum é mais segura. Você visita, o banco avalia o imóvel e confere a documentação, e as chaves são entregues na data combinada.

Antes de dar um lance

  • Peça a matrícula atualizada do imóvel no cartório.
  • Vá até o endereço e converse com o porteiro ou os vizinhos.
  • Calcule o ITBI e o registro. Em Palmas, o ITBI é de 2%.
  • Defina o seu lance máximo e não passe dele.

Se preferir comprar com menos risco, veja os imóveis à venda em Palmas e o guia apartamento até R$ 150 mil em Palmas.

Fontes

Este guia é informativo e não substitui a orientação de um advogado na análise de um edital.

Outros guias

Ver todos

Ficou com alguma dúvida?

Ilustração: a entrada de uma casa com a porta aberta; lá dentro, uma família recebe quem chega, com a filha correndo de braços abertos